Começar um relacionamento não é fácil. Terminar é ainda mais difícil. Quem dera se os laços afetivos que são construídos dia após dia, quebrassem com a simples frase “Não dá mais”.
Para um relacionamento ser verdadeiro deve haver entrega. Entrega de corpo, alma, pensamentos e ações. Um relacionamento deve vir para somar, e não completar. Não existe isso de que alguém é metade de alguém. Somos todos inteiros.
Passei por uma experiência recente, na qual me entreguei e me dediquei por inteira. Quando chegou ao fim, pude ver a indiferença estampada nos olhos da pessoa. Isso machucou. Machucou, mas não abalou.
Já sinto que sou uma mulher muito bem resolvida comigo mesma para deixar uma paixão me abalar. Com 23 anos conquistei uma carreira, tenho minhas coisas, minha grana. Um homem? Que este seja um anexo na minha vida.
Amar é muito bom. Mas amar junto e compartilhar do mesmo sentimento. É sentir que o outro está ali com você e conseguir sentir a energia que emana do corpo da pessoa. Que emana da alma. É olhar para o mesmo horizonte e compartilhar dos mesmos planos. É sentir exclusividade.
Amar é uma experiência interessante. É tentadora ao mesmo tempo que temerosa. Pode ser uma experiência boa, mas pode causar traumas.
Amar é um risco. Uma aposta, um jogo. É colocar no outro o que há de melhor em você e absorver o melhor. Amar é voltar a ser criança outra vez. É poder ser você mesmo sem precisar mentir ou fingir coisa alguma. É compartilhar desde um sorriso até uma lágrima. É ser dois seres humanos a procura de um.
O amor mais puro é aquele que há sintonia. É sentir que a pessoa está ali o tempo todo, mesmo na ausência. É cuidar de si e do outro. É ter um apelido exclusivo para a pessoa amada. E não mais um.
Terminar um relacionamento requer fôlego. Fôlego para erguer a cabeça e dizer “que a vida continua e se entregar é uma bobagem...” – Renato Russo.
Shakespeare já dizia que “não importa em quantos pedaços seu coração foi partido. O mundo não pára para que você o conserte”.
Talvez a vida a dois seja apenas para alguns. Talvez para outros, como eu, o destino seja trabalhar e curtir um bom rock and roll. Talvez não exista alguém, ou talvez este alguém já esteja ao meu lado. Como disse, é complicado.
Complicado, mas bom. Quem dera eu poder estar em uma redoma onde fosse possível não sofrer por amor. O poeta já dizia: “é tão bom sofrer por amor e continuar vivendo”.
Então...que venha a próxima experiência. Minhas lágrimas hoje são degraus com os quais construirei a minha vida. Se for a dois, que seja. Mas se não for, paciência.
O importante ao final de tudo é poder erguer a cabeça e dizer: "Eu fiz o meu melhor''.
Fabyola Gleyce
o mito dos andróginos. Parte homem e parte mulher, esses seres eram tão completos e tão felizes que despertaram a inveja de Zeus. Irado, o patriarca do Olimpo disparou raios que separaram em duas cada uma das criaturas perfeitas. Desde então, elas vagam pelo mundo em busca de sua metade. São solitárias e incompletas passando assim a vida em busca da sua alma gemea,dai vem essa cobrança nossa em buscar a nossa metade,mas sera isso preciso ou real?.Se a gente olhar de novo para o mito do andrógino, talvez haja nele outra sabedoria a ser extraída: a de que nós, homens e mulheres, somos criaturas intrinsecamente solitárias. Vivemos em grupo, precisamos do grupo e buscamos conforto na intimidade do outro, no amor. Mas talvez seja da nossa natureza jamais nos sentirmos inteiros e completos.
ResponderExcluirTalvez haja em nós uma inquietação inextinguível e uma angústia que advêm da nossa própria consciência e que nos torna humanos. O amor seria então um alento, um consolo, uma fogueira que nos protege do frio. Mas o frio está lá. E a melhor medida da felicidade talvez seja a forma como lidamos com ele. Como indivíduos, não como casais.
FANTASTICO!
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