quarta-feira, 10 de abril de 2013

Fragmento de um sertão



“Sabi moço, eu pirdi o medo do mundo, tenho medo de nada não. Quando cê sofre demais na vida o medo vira pedra, e com a pedra cê quebra tudo que vem pra cima docê...

Os jagunço de pai era testemunha. Pudia até falar por mim, viu moço. Já peguei foi cascavel na mão pra tirar veneno dela e acabar di veiz com a vida de Antonio Neto. Mas deu certo não. Pus o mardito do veneno no café do homi, o homi estribuchou mas num morreu. Coisa ruim não morre.

Crêdeuspai...

Falá difícil eu num sei, mas matá eu sei moço. É a herança que meu vô deixou pra pai e pai deixou pra eu jogada ai.

Nu sertão cê mata por detrás é traição. Tra-i-ção, moço. Painho que ensino essa palavra eu. Cabra que é cabra mermo atira é na frente do infeliz com a espingarda de pederneira que todo jagunço deve tê.

Fio meu que cê tá vendo aí espaiado no quintal já tá aprendendo atirá. Dei de presente pro mais véio uma pederneirinha véia que eu tinha guardada aí e o mininu já tá matando até passarinho que descansa naquela palma ali da frente. E num erra não, viu moço! É um tiro ali e cai no chão um corpo de arribaçã.

Eu fico é triste moço, porque se Deus num tivesse largado o sertão de lado, ia tê mais passarinho porsando aí no quintal e a gente não passaria tanta fome.

Deus abandonô o sertão, moço. Planta já num tem aqui. Tem umas palma que cisma de crescê aí pro terrero afora e a gente tem que dividí com aquela cabeça de gado ali. O resto a gente faz sopa. Mas vô te contar, viu moço. Ô troço mardito de ruim!

Era pr’eu tê uns trocado, viu. Se essa casa aí num fosse arrendada do patrão e eu num fosse um burro de tanto trabaiá pra podê durmi debaixo dum teto, eu teria uns trocado debaixo da minha esteira véia que uso pra fexá os zóio e esperá o sol castigá pela manhã.

Sabi, moço, as veiz penso que não queria acordá mais. Já apontei a pederneira contra eu uma veiz, mas o estrago maió foi essa cicatriz que o sinhô tá venu. Morri não. Curaru eu com umas planta ai e falaru na minha cabeça que eu tinha dois fio pa vê crescê.

E falaru mais, moço. Falaru que se eu morresse, o fio mais véio ia tê que trabaiá no meu lugar pra pagá essa conta que tenho com o dono do terreno. Quero isso pro meus fio não, moço.

O cabra que o sinhô tá venu aí na frente é duro demais pra morrê. A morte aqui no sertão já visita a gente quando a gente ainda vive.

Nesse sertão aqui já tá todo mundo morto.
Mas aí a gente lembra que tem trabaiá, né moço?! Daí a vida vorta outra veiz.”

Fabyola Gleyce

Itaúnas




Ah Itaúnas...
Da areia fina
Do hippie descalço
Da morena bonita
Que gosta de rebolar...

Do forró arretado
Lá do buraco do Tatu
Das dunas
De Itaúnas
Do sol, do céu, do mar...

Das pessoas bonitas
De coração aberto
Do caminho certo
Que trilhei pra ficar...

Do corpo quente na praia
Pulsando desejo
Ardendo de febre
De frente pro mar...

Do universo em fim de tarde...
Ah Itaúnas...

quinta-feira, 28 de março de 2013

Bom dia Vida!



Nossa, quanto tempo! Acabo de dar aquela espreguiçada poética depois de tanto tempo revivendo um mesmo pesadelo. Pois é, acordei.... acordei e vim correndo ao encontro do meu pequeno refúgio, o Taverna. Pensei em recomeçar a escrever de tantas maneiras diferentes, pensei até mesmo em deletar meu blog. Sei lá... vendo os últimos posts encontrei tanta coisa deprê, que cheguei a pensar que o simples fato de apagar todas essas palavras, letras e pensamentos sem sentido concreto, apagaria também os maus momentos que os acompanharam.

Foi como se eu estivesse naufragando aos poucos neste mar chamado Vida e tivesse um barco salva-vidas ao lado... porém só enxergava o mar e somente sentia as ondas gigantes que cada vez mais me arrastavam para o fundo. Triste... mas é verdade. Hoje sinto que em algum momento eu desisti de mim, e isso é o que mais dói ao lembrar. A intensidade com que sinto exatamente cada emoção, não raro, é algo que me atordoa demais. Principalmente as emoções negativas...

Acontece, porém, que escolhi viver. Escolhi deixar o blog no lugar onde estava mesmo e, sobretudo, escolhi assumir novamente o controle da minha vida e deixar de ser vítima. Vítima dos momentos, das emoções, da minha mente que me prega peças, vez ou outra.

Aconteceu muita coisa boa nesse período que estive ausente. Porém, o maior presente que recebi da Fabyola que resolvera despertar foi um alto grau de maturidade.

Caberia bem aqui uma paráfrase de uma música dos Engenheiros: “Amadureci 10 anos ou mais nesses últimos meses...”

Voltar a escrever foi através de um estímulo legal. Um dia desse, uma pessoa querida a quem tive coragem de apresentar esse blog obscuro (rs!) me perguntou: “Você também escreve os momentos bons, ou apenas os ruins?” – putz!- pergunta simples, mas levei um tempo pensando para responder. Foi como se um botão de “start” houvesse sido ativado dentro de mim e com isso eu percebi que sim, eu apenas escrevia em maus momentos e situações. Tanta conquista e coisa boa acontecendo paralelamente e não havia sequer uma palavrinha ou vírgula! Eu havia me focado apenas nos problemas e dificuldades, complicado a minha vida mais do que ela precisava ser complicada...

Mas por quê?

Segundo Freud, a natureza humana é composta por um dualismo básico: Eros, o princípio do prazer, e Thanatos o instinto da morte. O fato é que morremos, portanto o instinto da morte é real. A chave para o equilíbrio, logo, seria se deixar reger-se por Eros, com Thanatos mantido devidamente em seu lugar, obtendo-se assim o prazer em estar vivo. E, acreditem, busquei esse equilíbrio em um lugar tão íntimo de mim, que hoje consigo administrar muito melhor as minhas emoções e instintos básicos. Rolou um lance de meditação também, mas isso eu escrevo outra hora.

Quando disse a esse amigo a intenção de deletar o blog e talvez fazer outro só com o meus poemas ou crônicas, ele propôs uma reflexão interessante. Hoje, eu vivenciava outro momento. Hoje, a minha realidade estava diferente, e , sobretudo, o meu ângulo de visão em relação aos problemas também mudou.

Hoje vivencio um momento real, o qual denomino de PAZ.

É como se em algum momento alguma força superior me consertasse, ajustasse um parafuso aqui solto e me deixasse viver novamente. E desta vez focando na solução ao invés dos problemas.

A minha vida faz sentido. E muito!

Comecei a me admirar novamente e – MEU DEUS! – como sou bela! Lembro uma vez em que vi de relance o meu reflexo em um espelho e me assustei. Eu estava feia, completamente. Meu interior se sobrepunha ao meu exterior e claramente meu reflexo foi um desastre.

A experiência que vivencio hoje está sendo fantástica. Tenho capacidade de me olhar e – Sim – me admirar muito. Sou linda, inteligente e meu sorriso hoje reflete algo bom.

Saí do sono, ou coma profundo em que estava, e hoje tenho prazer em dizer todas as manhãs:

 “Bom dia Vida, seja bem vinda!”

Fabyola Gleyce

sábado, 29 de setembro de 2012

Mundo, quer saber de uma coisa? Vá se foder! Com todas as forças que existem dentro do mim, vá se foder. Você, e toda essa imperatividade e supremacia que reina sobre mim desde o início da minha vida... sabe vida, vá se foder também. Eu, que fui um erro totalmente calculado, um boneco de fantoche na mão de todos vocês até hoje. Eu que sempre quis saber quem eu era na minha essência pura. Nunca descobri porque sempre fui abafada por tudo o que hoje me levou a ser quem sou. Um pacote de nada, de merda, de lixo. Um projeto de ser humano (?) tão imperfeito que chega a dar arrepios quando olho meu interior. Em uma outra realidade, eu gostaria de descobrir quão grande erro eu cometi para merecer tanta angustia em minha vida. Se eu pudesse ficar frente a frente com Deus, diria seriamente: “obrigada por me decepcionar tantas vezes, por me abandonar e me excluir do seu grupinho de escolhidos de merda. Eu que tantas vezes entreguei minha vida a você, hoje não encontro um pingo de amor e misericórdia ao meu redor” Este mundo, as pessoas, conseguiram acabar comigo. Com a minha vontade de vida. É como se eu tentasse vencer dia após dia, uma batalha contra essa vontade de “desvida” que me assombra a cada segundo. Não tenho vontade de nada. Todos me ferem, me usam, me himilham e brincam comigo de tal forma que está além da minha compreensão. Convivo com uma dor interior que não tem tamanho medível, nem força. É uma dor que me mata meu exterior aos poucos, porque sinto que meu interior está cada vez mais morto. Viver é torturante. E eu, mestra em mentir para mim mesma e ainda ter a ousadia de acreditar em minhas mentiras, me decepciono mais e mais. É como se fosse tudo em vão. É complexo demais para tentar explicar, talvez nem tenha explicação mesmo. Sei que está demais pra tentar segurar comigo. Cada dia sinto que vim ao mundo do nada, me gerei sozinha, ou fui algum erro de criação e me jogaram aqui, neste lixo. E pra que sabe? Me pergunto pra que... se é pra pedir pra parar, eu já pedi, gritei, implorei...queria muito ser um botão de reinício, ou apenas um de desligar. Já tentei me desliagr por mim mesma, mas sou fraca demais. Entretanto, sinto que isto está cada vez mais perto de mim. Esse impulso, essa vontade e me ferir, de sangrar, de dormir para sempre e de não sentir mais dor. Sabe mundo, o que você tinha rpa tirar de mim, você já tirou. Já me sugou tudo o que tinha de mais importante. Mas minha vida, não. Eu irei quando achar que for a hora certa, sem que ninguém me force. E não será meu fim. Será minha liberdade para a vida.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Foda-se

HOJE EU QUERO QUE TUDO NESTE MUNDO SE FODA.

NÃO ESTOU NEM AÍ.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Céus, quanto tempo!

Nossa... hoje parei pra dar uma lida no meu blog que já está meio velho...quanta depressão! Às vezes sinto que apenas por meio da escrita é que realmente consigo expressar o que eu quero. As palavras muitas vezes me traem. E como tem me traído...

Não sei.. às vezes tenho a séria sensação de que é este background preto do meu blog que me deixa tão abatida, é como se sei lá... é o que eu sentisse, um buraco negro sem direção.

Eu ainda não consegui escrever sobre a trajetória que trilhei do ano passado pra cá, só sei que meu mundo deu um giro maior que 360 graus. Mudei de estado, me distanciei de tudo e todos que eu julgava me fazer mal... mas algo dolorido ainda continua no meu peito, uma dorzinha leve que cisma em não ir embora.

Os momentos que mais me doem são os que paro pra pensar em quanta coisa já enfrentei nessa vida. Vezes tenho certeza de que sou a mulher mais forte do mundo por conseguir suportar tanta coisa como suportei. Caí, chorei, achei que iria morrer... e quase morri. Mas algo não me deixa ir embora, algo me segura aqui, e sinceramente quando a dor é mais forte, eu sinto que algo está me torturando simplesmente com a vida. Se que é triste e pesado algumas das coisas que escrevo, mas a escrita é meu refúgio, minha saída e nela encontro minha liberdade de me expressar. E ultimamente eu tenho estado mal.

Parece que estou sem identidade. Me sinto só mesmo rodeada por pessoas. O frio humano que tenho sentido é pior que o mais rigoroso inverno que já enfrentei. Sozinha.
Não sei me definir, não sei o que sinto ao certo, mas sei de uma coisa: dói dentro de mim. Fiz uma escolha de me separar de tudo o que me fez mal no passado. Talvez eu esteja no processo de adaptação. Não sei... quando a vida já te deu várias quedas, você simplesmente se traumatiza e fica esperando o momento da próxima.

Talvez seja justamente isto que me incomoda. A minha ansiedade em esperar pelo momento que irão me ferir novamente.

Sei que sou forte, que mesmo se eu cair eu encontrarei forças pra levantar. Mas, só por alguns instantes, eu gostaria que a vida não fosse tão cruel comigo. Eu estou realmente cansada.

Fabyola Gleyce

sábado, 3 de dezembro de 2011

...

FELICIDADE? O QUE É ISSO???

Só sei definir o que é vício... é tudo aquilo que te faz absurdamente mal, mas você não consegue viver sem.

Triste...

...

Eu preciso escrever pra desabafar... meu Deus que dor que estou sentindo, meu peito parece que vai explodir de tanta tristeza...
As vezes acho que já estou velha demais para dar importância a certas coisas, mas quem me dera poder controlar o que eu sinto.
Está doendo tudo, só consigo chorar, nao consigo concentrar em nada... e o pior, me sinto tão sem rumo, tão sozinha, tão sem ninguém...

Quando acho que encontrei a felicidade, a vida vem e puxa meu tapete e me joga no chão de novo. Será que eu não nasci pra ser feliz? E o tal do amor? Será que eu sou a única que não tem direito de ser feliz com alguém sem me decepcionar?
Estou cansada das peças que a vida me prega. Estou cansada de acreditar nas pessoas, em tudo.
Estou cansada de me entregar a alguem e a pessoa pisar no meu coração como se fosse nada... estou cansada de tentar descobrir o dia que eu vou acordar sorrindo, simplismente por sorrir.

As vezes sinto que parece que dificultam as coisas pra mim, pra ver o quanto eu suporto. EU NÃO SUPORTO MAIS MERDA NENHUMA... estou cansada, saturada, triste...
Quem sou eu pra dizer que não mereço ser infeliz, mas pelo amor de Deus...eu gostaria de ter uma felicidade plena e não apenas momentos...

Vontade de gritar, chorar, me trancar em algum lugar... só isso.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Meus 20 e poucos anos


Boa parte dos meus 23 anos eu passei tentando achar um
sentido para as coisas.
Muito do que eu considerava certo, ou dava por encerrado
como um pensamento imutável, mudou.
Muito da criança que existia, ficou pra trás...e outra boa
parte eu passei tentando resgatá-la.
Passei muito tempo vivendo de lembranças, revivendo o que
vivi num martírio infinito. Muitas vezes permiti-me sofrer em pró de outro.
Achava que a felicidade se concretizava quando fizéssemos outras pessoas
felizes. Ah, que besteira! Quanta perda de tempo...
Boa parte dos meus 23 anos eu passei tentando entender os
outros. Tentando entender as atitudes dos outros, os pensamentos, as ações.
Boa parte dos meus 23 anos eu priorizei a vida alheia,
assistia de camarote a cada conquista alheia que eu ajudava e aplaudia...sempre
na platéia.
Boa parte dos meus 23 anos eu me esqueci de mim. Eu me
escondi de mim. Eu não me aceitava. Eu simplismente aceitei a idéia de levantar
uma bandeira branca, a cada sinal de guerra. Por que? Era melhor deitar, chorar
e dormir...
Boa parte dos meus 23 anos daria um livro... não sei se seria
interessante, mas daria um livro.
Hoje, se resolvesse escrevê-lo, teria por título “Procurando
pistas, desvendando uma vida”. Sim...ainda tenho 23 anos – de idade. Mas de
repente, sinto-me como se tivesse
dormido por um instante e acordado há anos luz de distância do que eu vivia. Do
que eu achava que era a minha vida. É como se a minha vida tivesse mudado de
cenário da noite para o dia, e analisando bem, literalmente mudou. Saí do
quarto escuro em que vivia, isolada e parti para o mundo. Medo? Muito. Muito...
Passei boa parte dos meus 23 anos achando que o "Eu te amo", dizia tudo...aiai...
Aprendi (na marra), a travar batalhas comigo, a me encarar e
a resolver meus problemas. Chorar? Claro! A vida tem sido boa, mas não tem sido
fácil. Como escrevi outro dia, o maior desafio é conter o coração, para não
cometer os mesmos erros de antes. Mas enfim, aprendi a dizer “não”, a engolir o
meu orgulho, e a me encarar e perceber que a cada dia o meu amor próprio cresce
mais.
Boa parte dos meus 23 anos eu...eu vivi...
“Esqueça o Rivotril, trave batalhas consigo mesma.” - foi a última frase da minha última consulta
com um psicólogo.

Fabyola Gleyce

domingo, 21 de agosto de 2011

Apenas vivendo...

Viver longe de tudo e todos os que mais amo nesta vida. Este foi o desafio que a vida me propôs e eu resolvi aceitar, embora fosse grande o medo.

Dormir e acordar comigo mesma, dialogar comigo mesma, ser a minha única companhia. Esta tem sido a condição que impus a mim mesma.

Tenho enfrentado muitos desafios e posso dizer que tenho vencido todos, pois tenho colocado o meu Deus sob a direção da minha vida e como orientador das minhas escolhas.

O maior desafio, entretanto, tem sido me desviar das armadilhas que o coração teima em armar. Tenho me segurado para não dar tanto ouvido ao coração e usar mais a minha mente, para fazer escolhas seguras e saudáveis. É difícil. Quando a solidão bate a porta, o desespero às vezes a acompanha, tentando nos cegar e induzir fazer algo que pode ser muito prejudicial. Em uma dessas "portas" que abri, acabei me apaixonando por uma pessoa que não entende nem os próprios sentimentos. Mas foi bom, porque desta forma fiquei ainda mais atenta às oportunidades que me aparecem.

Tenho tentado ser duas pessoas ao mesmo tempo: a Fabyola que vive e a Fabyola que analisa as atitudes da Fabyola que vive. Sim, tenho colocado a minha razão à frente de tudo o que aparece de “agradável” aos meus olhos.

Não é fácil. Não é mesmo. Frequentemente uma tristeza grande invade meu peito. As lágrimas tem sido as minhas principais companhias. Mas tento não sentir pena de mim, até mesmo porque não há nada para sentir pena. Estou indo de encontro com a carreira que sempre sonhei para mim. Sabe quando você sente que está diante da porta da realização dos seus sonhos? Eu me sinto assim, e cada dia sinto-me mais perto, apesar das dificuldades. Algo me diz que minha felicidade e vitória profissional e pessoal é só uma questão de tempo. E eu tenho esta certeza também.

Tenho colocado um aprendizado antigo em prática: o Princípio da Semente. Não aceito ficar no chão, eu nasci para brotar e dar bons frutos.

O auto-conhecimento é algo que tenho perseguido todos os dias. Tenho buscado entender a origem de tudo o que vivi, tentado entender os meus sentimentos, as minhas atitudes, os meus pensamentos. Tenho conseguido.

Hoje posso dizer que sou minha melhor companhia, minha melhor amiga. Fico pensando quantas vezes eu me senti a pior das pessoas. Não consigo mais lembrar do tempo que alimentava este sentimento por mim mesma, porque hoje estou descobrindo quem sou na essência, e tenho orgulho demais dessa menina-mulher que me tornei.

Tenho aprendido a travar batalhas comigo todos os dias. Estou aprendendo a aceitar, a suportar todos os meus medos e tristezas. Tenho aprendido muita coisa comigo mesma, e sinto um orgulho enorme por isso.

Posso dizer que hoje me admiro muito, pois tenho usado todos os empecilhos que tenho encontrado pelo caminho como ferramentas de trabalho, e construído com elas a escada que vai me levar de encontro com o que sempre sonhei pra mim: A minha paz interior.