quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Apenas um livro chamado PRESENTE

Ah a vida...
um dia alguém me disse que eu fingia ser um personagem, que eu dramatizava tudo e agia de acordo com o
rumo que eu já tinha previsto. Isso me marcou.
Aí comecei a pensar na hipótese da vida (ou pelo menos a minha) ser um livro.
Sim...acredito eu que minha vida seja um livro e meus dias, capítulos os quais escrevo em tempo real.
Seria possível isso? Pus-me a refletir se seria possível agir premeditadamente, sofrer e chorar...em busca de
uma realidade que eu mesma criei...é um jogo psicologico isso...enlouquece...
Será que sou mesmo um personagem criado por mim? Mas...e minhas angústias, e traumas de infância e abandonos?
Será que essas foram situações que um dia eu também escrevi, já visando minha reação futura? E eu tenho que sofrer e chorar e me sentir abandonada pra que
possa dar vida à um conto que eu tenha criado há tempos atrás?
O pior erro do homem é menosprezar o sentimento alheio. Isso causa traumas.
Houve um tempo, que me considerava louca. Eu não podia sorrir sem achar que era alguma função do meu organismo
que estava desajustada.Tudo era loucura. Será que criei isso? Creio que não...

Nós, simples mortais temos mania de querer achar explicação pra tudo...e eu humilde escriba tenho mania de querer
achar as MINHAS explicações para tudo. Nós, simples mortais, queremos muito que a vida seja cheia de linhas de corte,
como a manhã quando é separada da noite pelo canto de um galo velho.
Ah, meus dias e meu livro eterno...
Sou obssessiva quanto ao tempo. Gostaria que ele passasse mais rápido às vezes...ao mesmo tempo que assusto quando olho
o relógio e vejo que mais um capítulo se foi. Isso tem lógica?

A vida nos prega surpresas...e a decepção é a mais desagradável delas.
Acredito que nada é mais doloroso e ao mesmo tempo complicado quanto essa palavrinha aí.
A sensação que tenho às vezes é que por dentro da gente se abre uma espécie de buraco negro, e vai sugando tudo ao redor...inclusive a luz.
Por isso existem pessoas tão frias.
Suga seu sorriso, sua alegria...sim porque tudo acaba sendo loucura.
Complicado descrever isso.

Penso eu que não dou vida a conto nenhum. Como disse, escrevo meu livro em tempo real.
O passado influencia muito.
As promessas quebradas, as rejeições...isso pesa na hora de escrever...e como. Mas é o presente...
Não gostamos de nos sentir sozinhos...mas o pior, é estar acompanhados e nos sentir sozinhos.
A dor é pior.
Decidi que vou deixar a vida me levar um pouco, sem tentar entender demais, ou tentar ME entender demais.
Como disse, enlouquece.
Um dia sei que vou olhar pra essa realidade a qual vivo hoje, e dar boas risadas.
Tirar ótimas lições. E reler com prazer cada página que escrevo nesse instante chamado presente.
Sei que sou uma pessoa comum. Erro, acerto, magoo e sou magoada.
Tolo,é o que me olha por fora, e mais tolo ainda é aquele que se preocupa apenas com sua auto-imagem.
O mundo está um caos por causa dos semi-deuses, super-homens e homens perfeitos.
As pessoas esqueceram como ser pessoas na essência, e preocupam-se em seguir apenas um roteiro social chulo.
(Imposto por quem?!)
E que no final, acaba não valendo nada...ou pelo menos acaba não valendo tanto quanto o livro que eu, Fabyola,
procuro escrever hoje.
Meus dias são capítulos, eu sou uma personagem...mas meu final eu só saberei dizer quando ele chegar.

Um comentário:

  1. Lindaaaaaaa,

    Temos que viver o presente de maneira intensa.
    Escrever um livro diário acerca dos fatos de nossa vida.

    Belo post.

    BeijOOO

    Princess Obscurity.

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