As lembranças são como as nuvens. Umas singelas, outras complexas, outras tênues, outras concretas.
As nuvens estão sempre no céu, esteja ele claro, chuvoso, bonito ou fechado. E sempre passam, embora existam aquelas que se estacionam de tal forma, que parecem fixas ali. O cenário pode mudar, mas elas continuam firmes ali. Firmes e intactas, até que um vento forte venha e as desfaça.
As nuvens apresentam-se sob diferentes formas. Depende do modo e no ângulo pelo qual você os observa. Algumas brancas, outras escuras. Outras de aparência simples e outras assustadoras.
E mesmo com as diversas formas, cores e solidez das nuvens, o céu continua o mesmo. Ele sabe que elas passam, e alterar sua estrutura inteira por algo passageiro simplesmente não vale a pena.
Assim é a nossa vida. Sempre vamos ter lembranças de diferentes formas. Umas tristes, outras alegres. Umas boas e outras ruins. E por mais que algumas delas machuquem, alterar a nossa vida por elas é bobagem, embora muito tentador.
As lembranças freqüentemente vêm de certo modo a parecerem eternas dependendo do momento em que nos encontramos. Pode ser a morte de um ente querido, um momento bom que foi vivido ou um amor que se foi. E o pior: elas não tem hora certa para aparecer. Nos incomodam a noite, durante o trabalho, durante a cerveja com amigos.
Mas...as lembranças passam. Por mais assustadoras ou tristes que pareçam, elas passam. E parar a vida por causa delas é algo que não se justifica.
O céu nunca força as nuvens a deixarem-no. Elas ficam o tempo necessário e depois passam. Ou apenas esvaecem.
FABYOLA GLEYCE
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fantástico!
ResponderExcluirTem como te conhecer pessoalmente?
Abraços, se interessar responda q eu digo quem eu sou.
o amore, a fabyola escritora é bem diferente do que a fabyola surtada da realidade kkkkkkkkkk
ResponderExcluirabç
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ResponderExcluirgostei ainda mais do seu senso de humor e sinceridade...você é apaixonante
ResponderExcluirabç linda