segunda-feira, 8 de março de 2010

Poesia de um domingo a noite.

Eu gosto da poesia
traduzida em lágrimas,
citada em meio
verdades incontestáveis
e vista de forma a não ser desmentida.
Eu gosto da melodia que não ouço
da nota que não foi tocada
e do som da sua voz
ao me pedir para parar de chorar.

Eu gosto das palavras
que escorrem pelo meu rosto
e terminam em meus lábios.
E gosto da tradução do seu toque.
Gosto como rimas e métricas
se formam em seus braços,
e gosto como uma melodia sem ritmo
Nasce, assim, num instante apenas.
Gosto da sintonia
do seu olhar com o meu
e gosto da maneira que você
me promete velar meu sono.
Gosto da sua proteção sem abrigo
do seu teto sem lar
e do seu abraço, este completo.
Gosto do eco das palavras não ditas
do som da viola
e da forma que as estrelas tomam
quando as olhamos juntos.
Gosto dos cenários que mudam
mantendo nós, personagens principais.
Gosto da maneira
como você se traduz,
e da forma como conduz
uma poesia, escrita a você
tomando o cuidado
de ser tudo real.
Apenas não gosto do adeus,
que talvez diremos.
Entretanto, sempre que eu olhar
esse meu muro e ver esse meu tijolo particular
Me lembrarei de você,
e direi com orgulho
que cada minuto valeu a pena.

Fabyola Gleyce

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