Deixe que te confesse
meu medo do escuro
e deixe você, o porta retrato
portando seu sorriso
pra que eu pense
que ele envelheceu comigo.
Deixe que me lembre
de uma frase de efeito
para te dizer enquanto fecho a porta.
Deixe essa vidraça quebrada,
pra que através dela entre luz.
E deixe o armário trancado
pra que eu não veja sua ausência.
Deixe o disco na vitrola,
a luz acesa, a garrafa vazia
e tudo o que não lhe disse.
Deixe tudo como está.
E se puder, sem medo,
empresta-me a sua mão
pra que eu fotografe
meu verdadeiro abrigo
enquanto te digo de cor
todas as poesias a ti escritas.
Fabyola Gleyce
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