terça-feira, 6 de janeiro de 2009

DESfragmento poético XII


Hoje não me traga flores
Nem sorrisos emoldurados
Nem um rascunho
De felicidade.
Me traga um buquê
De rosas azuis,
Para que eu enfeite
A parede esquerda que separa meu corpo da loucura.
Não me venha com esboços
De palavras belas,
Pois elas não passam
De objetos perdidos
Num vácuo inútil.
Hoje, só hoje,
Não me traga flores
Nem promessas pré-definidas
Não me traga sonhos
Nem palavras.
Quero o oculto
E a embriaguez que me leva
a outra dimensão.
Traga-me minhas marcas
Que simbolizam o amor
O choro,
E as lágrimas
Com as quais construí a
ES
CA
DA da minha poesia vil.
Quero o significado distorcido
Lido nas entrelinhas
Dos meus traços.
E talvez um...
Ah...só talvez.
(pré-definido)

Fabyola Gleyce

Um comentário:

  1. Que legal !!!!
    Linda todas as suas poesias, não sabia que escrevia bem assim parabém.....
    Fabyola também e cultura hehehe
    bjss

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