terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Silêncios


Procuro silêncios
E calma
E abrigos.
Abrigos para minha mente.
Procuro Deus e deuses
E algo que me tire dessa
Inércia horrível.
Procuro-me,
E não acho.
Perdida em um abismo
De cores confusas
Rodeada por fantasmas azuis.
...
(silêncio)
*
*
*

Procuro o controle
Perdido numa mente insana,
Em meio a pensamentos tolos.
Olho o sangue em meus braços
E vejo nele o que procuro:
A DOR.
Procuro um sentimento extinto
Cujo nome ainda não sei.
Procuro o verde da folha e
azul de um céu qualquer
para me tingir de tons que lembrem uma aurora.
Quero o amanha.
Quero sobreviver o hoje
E trazer cada lagrima de volta ao meu corpo
Tomando-as em uma taça de vinho seco.
Procuro
Uma realidade menos dolorosa,
Mais justa.
Procuro deus.
Procuro algo
Perdida em um baú de passados,
Tomo a manhã do tempo e faço vingança.
Grito no infinito
e o ECO me responde
que não há ninguém alem de mim
Perdida, despercebo a abstinência
Da vida escrita em um papel qualquer.

Fabyola Gleyce

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